A Ilha de Paquetá na Baía de Guanabara é um dos bairros mais singulares do município do Rio de Janeiro. Cercada pelas águas da baía, ela reúne ruas arborizadas, praias, construções históricas, praças, igrejas, parques e uma rotina fortemente ligada ao transporte aquaviário.
O acesso feito por barca, a presença de imóveis preservados e a circulação reduzida de automóveis particulares ajudam a criar uma experiência diferente daquela encontrada nas áreas mais movimentadas da capital. Entretanto, Paquetá não deve ser apresentada apenas como um lugar “parado no tempo”. A ilha é um bairro habitado, com serviços, atividades comunitárias e desafios urbanos próprios.
Neste guia, você encontrará informações sobre localização, história, transporte, atrativos, praias, formas de circulação e cuidados necessários para planejar a visita.

📍 Onde fica a Ilha de Paquetá?
Paquetá está localizada na parte interior da Baía de Guanabara e pertence ao município do Rio de Janeiro. A ilha constitui oficialmente um bairro carioca e integra a XXI Região Administrativa.
Sua posição fica distante da entrada oceânica da baía e próxima a outras áreas insulares, como a Ilha de Brocoió. O acesso regular de moradores e visitantes ocorre por meio de embarcações, principalmente pela linha de barcas que parte da Praça XV, no Centro do Rio.
O mapa da Área de Proteção do Ambiente Cultural de Paquetá mostra a ilha na porção norte da Baía de Guanabara, próxima ao fundo da baía e entre os territórios do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Magé.
🗺️ Como é a Ilha de Paquetá?
Paquetá possui ocupação predominantemente residencial, combinada com atividades turísticas e pequenos comércios. Seu território é formado por áreas planas, morros de baixa altitude, praias, costões, ruas internas e uma orla que acompanha grande parte do contorno da ilha.
A organização tradicional do bairro divide Paquetá em duas áreas conhecidas como Campo e Ponte. O nome Campo está relacionado à antiga Fazenda São Roque, enquanto Ponte faz referência à área de atracação das barcas. Essa divisão permanece presente na identidade cultural e nas atividades comunitárias locais.
O bairro também possui um conjunto expressivo de imóveis, praças, igrejas, árvores e elementos paisagísticos protegidos. Toda a orla de Paquetá foi tombada por seu valor histórico e paisagístico, enquanto diversas construções e áreas públicas integram a Área de Proteção do Ambiente Cultural da ilha.
📜 História da Ilha de Paquetá
A denominação Paquetá já aparecia em registros cartográficos franceses do século XVI, anteriores à fundação da cidade do Rio de Janeiro. O nome foi registrado pelo cosmógrafo André Thévet, integrante da expedição francesa de Nicolas Durand de Villegaignon.
Não existe consenso sobre o significado exato da palavra. Entre as interpretações históricas aparecem expressões relacionadas a muitas conchas, muitas pedras ou muitas pacas. Por esse motivo, nenhuma das traduções deve ser apresentada como definitiva.
Depois da consolidação do domínio português, a ilha foi dividida em duas sesmarias. A porção norte foi entregue a Inácio de Bulhões, enquanto a parte sul ficou com Fernão Valdez. No norte, desenvolveu-se a Fazenda São Roque, importante para a ocupação agrícola da ilha.
A Capela de São Roque foi construída em 1698. Em 1763, foi erguida a Capela do Senhor Bom Jesus do Monte, no setor sul. As duas construções religiosas acompanharam a expansão da comunidade e as disputas relacionadas à organização eclesiástica de Paquetá.
Durante o século XIX, a ilha ganhou destaque com as visitas de D. João VI e de integrantes da Corte. José Bonifácio de Andrada e Silva também passou seus últimos anos em Paquetá, após afastar-se da vida política.
Em 1833, Paquetá deixou de pertencer administrativamente a Magé e passou a integrar o município da Corte. Poucos anos depois, em 1838, o funcionamento regular das barcas a vapor facilitou a ligação com o Centro do Rio e contribuiu para transformar a ilha em local de residência e veraneio.
Outro marco cultural foi a publicação de A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, em 1844. O romance não menciona Paquetá de maneira direta, mas as descrições da paisagem levaram leitores e moradores a associar a história à ilha. Essa ligação literária passou a integrar a memória cultural do bairro.
🏛️ Patrimônio histórico e cultural
O patrimônio de Paquetá não está concentrado em um único monumento. Ele se distribui pelas ruas, praias, igrejas, árvores, praças, antigas residências e elementos de mobiliário urbano.
A Área de Proteção do Ambiente Cultural inclui centenas de imóveis e diferentes elementos paisagísticos. Entre os bens protegidos estão o Parque Darke de Mattos, o Parque dos Tamoios, a Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte, a Igreja de São Roque, a Pedra da Moreninha e diversas obras associadas ao pintor Pedro Bruno.
Esse conjunto ajuda a contar diferentes períodos da ilha: a formação das fazendas, a presença da Corte, o crescimento das chácaras, a implantação das barcas, a expansão residencial e o desenvolvimento das políticas de preservação.
⛴️ Como chegar à Ilha de Paquetá?
A principal forma de chegar a Paquetá é pela linha de barcas que liga a Praça XV, no Centro do Rio, à estação localizada na Praça Pintor Pedro Bruno, na própria ilha.
O site da Barcas Rio informava tarifa de R$ 5 por viagem e duração de até 81 minutos para a travessia Praça XV–Paquetá. Tarifas, horários e tempo de percurso podem ser alterados, portanto devem ser verificados novamente antes da visita.
A estação de Paquetá atende moradores e visitantes e possui recursos como rota acessível, piso tátil, bilheteria acessível, área para cadeira de rodas, banheiro independente e rampas de acesso às embarcações.
Não é recomendável planejar o passeio com base em horários publicados em blogs ou guias antigos. Consulte sempre a grade oficial, inclusive para confirmar a última viagem de retorno.
Saindo da Zona Sul
Partindo da Zona Sul, o visitante deve seguir de metrô, ônibus, táxi ou transporte por aplicativo até o Centro. O destino final desse primeiro trecho é a estação das barcas da Praça XV.
É importante calcular uma margem de segurança para caminhada, compra da passagem e embarque.
Saindo da Zona Norte
Quem sai da Zona Norte pode utilizar metrô, trem, ônibus ou transporte por aplicativo até o Centro. Depois, deve continuar até a Praça XV e embarcar na linha para Paquetá.
A melhor combinação dependerá do bairro de origem e do horário da viagem.
Saindo da Zona Oeste
O deslocamento da Zona Oeste costuma exigir mais tempo. Por isso, é necessário comparar o horário de chegada ao Centro com a grade das barcas.
Em finais de semana e feriados, o visitante deve considerar possíveis mudanças na frequência do transporte.
Saindo de Niterói ou São Gonçalo
Não há necessidade de contornar toda a Baía de Guanabara por via terrestre. Uma alternativa é seguir até a estação Arariboia, atravessar de barca até a Praça XV e, no mesmo terminal, realizar a conexão para Paquetá.
Como as duas linhas possuem horários próprios, a conexão deve ser planejada com antecedência.
🎟️ Quanto custa visitar Paquetá?
Não existe cobrança para entrar na Ilha de Paquetá. O principal custo obrigatório é a passagem das barcas.
A tarifa divulgada para a linha Praça XV–Paquetá é de R$ 5 por trecho. Isso significa que o deslocamento de ida e volta custa R$ 10 por passageiro, sem considerar gratuidades ou benefícios tarifários.
Além da passagem, o orçamento pode incluir alimentação, aluguel de bicicleta, hospedagem, compras e eventuais atividades particulares. Esses valores variam conforme o estabelecimento e a época da visita.
🚶 Como circular por Paquetá?
Caminhar é uma das melhores formas de conhecer a parte central da ilha. Muitas praças, igrejas e trechos da orla ficam relativamente próximos da estação das barcas.
A bicicleta permite alcançar áreas mais distantes, como o Parque Darke de Mattos, a Praia da Imbuca e o setor da Pedra da Moreninha. Há pontos particulares de aluguel, mas preços, horários e condições devem ser confirmados diretamente no local.
A circulação de carros particulares é proibida. Isso não significa, porém, que Paquetá seja completamente livre de veículos motorizados. Veículos de emergência, manutenção, fiscalização e serviços autorizados circulam pela ilha. Bicicletas elétricas e outros equipamentos de micromobilidade também passaram a exigir maior controle e fiscalização.
Ao pedalar, reduza a velocidade nas áreas movimentadas, respeite pedestres e tenha atenção aos cruzamentos e trechos estreitos.
🌳 O que fazer na Ilha de Paquetá?
A visita pode combinar história, paisagem, natureza e atividades ao ar livre. Entre as experiências mais procuradas estão caminhar pela orla, pedalar, conhecer igrejas e praças, visitar o Parque Darke de Mattos e observar as praias da Baía de Guanabara.
Paquetá também permite compreender como a relação com as barcas influenciou a ocupação do bairro. A estação continua funcionando como porta de entrada, ponto de encontro e referência para a circulação cotidiana.
Os atrativos estão distribuídos pela ilha. Portanto, é recomendável escolher previamente os pontos prioritários em vez de tentar conhecer tudo em poucas horas.
🌲 Parque Natural Municipal Darke de Mattos
O Parque Natural Municipal Darke de Mattos ocupa aproximadamente sete hectares na parte sul de Paquetá. A unidade protege o Morro da Cruz e parte da cobertura vegetal remanescente da ilha.
Entre os principais elementos estão um mirante, jardins, áreas arborizadas e a trilha circular Augusto Ruschi. O parque também conserva antigos túneis associados à exploração histórica de caulim.
Como horários de parques podem mudar, a confirmação deve ser feita antes do passeio.
Em 2025, a RioLuz concluiu a recuperação da iluminação histórica da unidade, com renovação de postes ornamentais, luminárias e cabos elétricos.
O acesso fica no final da Praia José Bonifácio. Use calçados adequados, permaneça nos caminhos permitidos e não retire plantas, pedras ou outros elementos naturais.

🌿 Parque dos Tamoios
O Parque dos Tamoios fica na Praia dos Tamoios e integra o conjunto de bens protegidos de Paquetá.
O espaço foi concebido como uma homenagem do pintor Pedro Bruno aos povos tamoios, antigos habitantes da região da Baía de Guanabara. O parque possui áreas ajardinadas, pérgulas e um monumento dedicado ao compositor Carlos Gomes, que frequentava encontros musicais realizados na ilha.
Por estar próximo da orla e de outros pontos históricos, pode ser incluído em uma caminhada pela área central.

Pedra da Moreninha
A Pedra da Moreninha está localizada na parte norte da ilha, junto ao trecho de orla que leva seu nome.
Seu tombamento estadual ocorreu em 1985, tanto para proteger a beleza natural do local quanto para reconhecer a relação simbólica entre a paisagem de Paquetá e o romance de Joaquim Manuel de Macedo.
O local possui importância cultural, mas não deve ser tratado como prova de que os acontecimentos de A Moreninha ocorreram realmente em Paquetá. A relação é literária e construída ao longo do tempo.
Tenha cuidado com pedras molhadas, desníveis e a variação da maré.

🌳 Baobá Maria Gorda
O baobá conhecido como Maria Gorda fica na Praia dos Tamoios, em frente ao número 125.
A árvore integra um conjunto de dez exemplares de Paquetá tombados em 1967 por sua importância para a paisagem cultural da ilha. Além do baobá, a lista inclui amendoeiras, mangueiras, tamarineiras, uma jaqueira e outras árvores distribuídas pelas ruas e praias.
O tronco largo tornou a árvore um dos símbolos visuais mais conhecidos do bairro. Entretanto, visitantes não devem subir, gravar nomes, retirar cascas ou pisotear suas raízes.

⛪ Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte
A Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte fica na Praia dos Tamoios e funciona como matriz da paróquia de Paquetá.
A construção original data de 1763, embora tenha recebido modificações posteriores. Uma das principais reformas ocorreu por volta de 1900.
Quem pretende conhecer o interior deve verificar se a igreja estará aberta e respeitar missas, celebrações e atividades comunitárias.

✝️ Igreja de São Roque
A Igreja de São Roque teve origem em uma capela construída em 1698 na antiga Fazenda São Roque.
São Roque era inicialmente o padroeiro dos proprietários da fazenda e, ao longo do tempo, tornou-se uma das principais referências religiosas da comunidade da ilha. A construção passou por alterações em diferentes períodos.
A igreja está ligada à Praça de São Roque, onde também se encontra um coreto tombado de alvenaria, com colunas, lambrequins e revestimento de pedra.

🏡 Casa de José Bonifácio
A Casa de José Bonifácio fica na rua que leva o nome do estadista e foi tombada em 1938.
José Bonifácio de Andrada e Silva, personagem central da Independência do Brasil e tutor de D. Pedro II, passou seus últimos anos em Paquetá após deixar a vida política.
O tombamento confirma a relevância histórica do imóvel, mas não significa que ele funcione permanentemente como museu aberto. Antes de planejar uma visita interna, procure informações atualizadas sobre acesso e funcionamento.

🏞️ Praças e espaços públicos
A Praça Pintor Pedro Bruno é o primeiro espaço urbano encontrado por quem desembarca na estação de Paquetá. Por isso, funciona como ponto de orientação e distribuição dos visitantes.
Já a Praça de São Roque reúne arborização, o coreto histórico, a igreja e edificações relacionadas à antiga Fazenda São Roque.
Outro espaço importante é a Praça Bom Jesus, próxima à igreja matriz. Esses locais ajudam a compreender como as áreas religiosas e os pontos de embarque influenciaram a formação urbana da ilha.
🏖️ Praias da Ilha de Paquetá
A orla de Paquetá reúne diferentes praias, enseadas e trechos com formações rochosas. Entre as denominações registradas no mapa patrimonial estão Praia dos Tamoios, Praia Grossa, Praia de São Roque, Praia José Bonifácio, Praia da Moreninha, Praia da Imbuca e Praia das Gaivotas.
Praia dos Tamoios
Fica próxima à estação das barcas, à Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte, ao Parque dos Tamoios e ao baobá Maria Gorda.
É uma boa referência para caminhadas e para observar o movimento de embarcações na parte central da ilha.
Praia José Bonifácio
Acompanha parte da costa oeste e leva ao Parque Darke de Mattos.
O trecho oferece uma visão ampla da Baía de Guanabara e pode ser incluído em um percurso de bicicleta ou caminhada mais longa.
Praia de São Roque e Praia da Moreninha
As duas ficam na porção norte da ilha, próximas à Igreja de São Roque e à Pedra da Moreninha.
A paisagem combina orla, árvores, residências e vista para ilhas próximas.
Praia da Imbuca e Praia das Gaivotas
Essas praias ficam nos setores sul e oeste de Paquetá. São áreas mais afastadas da estação e devem ser incluídas apenas quando houver tempo suficiente para o deslocamento e o retorno.
A qualidade da água pode mudar ao longo do ano. Antes de entrar no mar, consulte o boletim semanal de balneabilidade do Instituto Estadual do Ambiente. O órgão monitora as praias do estado e informa quais pontos estão próprios ou impróprios para banho.

🌅 Onde assistir ao pôr do sol?
Pela orientação apresentada no mapa patrimonial, os trechos voltados para o lado oeste, especialmente entre a Praia da Moreninha e a Praia José Bonifácio, oferecem perspectivas abertas para o interior da Baía de Guanabara. Essa indicação é uma leitura geográfica do mapa e pode variar conforme nuvens, estação do ano e condições de visibilidade.
Quem pretende permanecer até o fim da tarde deve confirmar o horário da barca de retorno. Não deixe para chegar à estação no último minuto.
📸 Melhores lugares para fotografar
Entre os pontos mais interessantes para fotografias estão:
• Praça Pintor Pedro Bruno e estação das barcas;
• Praia dos Tamoios;
• baobá Maria Gorda;
• Parque dos Tamoios;
• Igreja de São Roque;
• Pedra da Moreninha;
• Parque Darke de Mattos;
• Praia José Bonifácio;
• ruas e imóveis preservados da APAC.
🍽️ Onde comer em Paquetá?
A maior concentração de opções costuma estar próxima à estação, às praças centrais e aos trechos mais movimentados da orla.
Como Paquetá possui uma dinâmica diferente dos bairros continentais, alguns estabelecimentos podem funcionar em horários reduzidos durante a semana. Confirme o atendimento antes de se deslocar para uma área mais distante.
Em dias de grande movimento, especialmente feriados e eventos, considere almoçar fora dos horários de pico.
🛏️ Onde ficar em Paquetá?
É possível encontrar pousadas e hospedagens de pequeno porte na ilha. O pernoite pode ser interessante para quem deseja conhecer os pontos mais afastados sem depender de um roteiro apertado de bate-volta.
Antes de reservar, verifique avaliações recentes, distância da estação, regras de cancelamento, acessibilidade e horário de entrada.
Não dependa de hospedagem improvisada ao chegar, principalmente em fins de semana, feriados e períodos de eventos tradicionais.
⏱️ Quanto tempo reservar para o passeio?
Um bate-volta de algumas horas permite conhecer a área central, a Praia dos Tamoios, as igrejas, o baobá Maria Gorda e algumas praças.
Para incluir o Parque Darke de Mattos, a Pedra da Moreninha e praias mais afastadas, reserve um dia inteiro. A bicicleta pode ajudar, desde que o visitante pedale com atenção e tenha tempo para devolvê-la antes da barca.
O pernoite é mais indicado para quem deseja explorar a ilha sem pressa, acompanhar o fim de tarde e conhecer com mais calma os setores do Campo e da Ponte.
🗓️ Roteiro de um dia em Paquetá
Este roteiro organiza os principais atrativos de Paquetá em um percurso equilibrado, com tempo para caminhar, pedalar e aproveitar a paisagem.
Manhã
Desembarque na Praça Pintor Pedro Bruno e comece pela Praia dos Tamoios. Conheça o baobá Maria Gorda, o Parque dos Tamoios e a Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte.
Depois, siga em direção à Praça de São Roque e à igreja histórica.
Horário do almoço
Retorne à área central ou escolha um estabelecimento ao longo da orla. Aproveite para confirmar o horário da barca de volta.
Tarde
Siga de bicicleta ou a pé até o Parque Natural Municipal Darke de Mattos. Reserve tempo para os jardins, a trilha e o mirante.
Caso prefira o setor norte, substitua o parque pela Pedra da Moreninha e pelos arredores da Praia de São Roque.
Fim de tarde
Caminhe por um trecho da Praia José Bonifácio ou retorne à área da estação. Chegue ao terminal com antecedência.
☀️ Melhor época para visitar
Paquetá pode ser visitada durante todo o ano, mas dias secos favorecem caminhadas, passeios de bicicleta, trilhas e permanência nos espaços abertos.
No verão, o calor e a exposição ao sol podem tornar os deslocamentos mais cansativos. No outono e no inverno, temperaturas mais amenas costumam facilitar os percursos, embora frentes frias possam trazer chuva, vento e redução da visibilidade.
Fins de semana, feriados e eventos aumentam o movimento na ilha e nas barcas. Quem prefere maior tranquilidade pode considerar dias úteis, após confirmar o funcionamento dos atrativos.
♿ Acessibilidade em Paquetá
As estações da Praça XV e de Paquetá possuem recursos oficiais de acessibilidade, incluindo rotas acessíveis, piso tátil, bilheterias adaptadas, rampas e espaços para cadeiras de rodas.
Porém, a experiência dentro da ilha pode variar. Ruas antigas, trechos irregulares, pedras, areia, trilhas e desníveis podem limitar o acesso a determinados atrativos.
Pessoas com mobilidade reduzida devem planejar um roteiro mais curto e consultar previamente as condições do Parque Darke de Mattos e das embarcações.
♻️ Cuidados ambientais
→ Não descarte resíduos nas ruas, praias ou na água.
→ Não retire plantas, pedras, conchas ou galhos.
→ Não danifique árvores tombadas.
→ Respeite as trilhas e áreas delimitadas do Parque Darke de Mattos.
→ Não alimente animais.
→ Evite som alto em áreas residenciais.
→ Consulte a balneabilidade antes de entrar no mar.
→ Não entre em imóveis fechados ou abandonados.
→ Preserve igrejas, praças, monumentos e mobiliário urbano.
Paquetá é um bairro habitado. O turismo responsável também exige respeito à rotina, à privacidade e aos espaços comunitários.
⚠️ Dicas para organizar a visita
» Consulte a grade oficial das barcas no mesmo dia.
» Chegue com antecedência à Praça XV.
» Confira a previsão do tempo.
» Use roupas leves e calçados confortáveis.
» Leve água, protetor solar e repelente.
» Mantenha o celular carregado.
» Confirme os horários dos atrativos.
» Reserve dinheiro e cartão para despesas locais.
» Planeje o retorno antes de seguir para áreas afastadas.
» Não dependa da última viagem sem margem de segurança.
🧭 Mapa da Ilha de Paquetá
O mapa ajuda a localizar a estação das barcas, as principais praias, o Parque Darke de Mattos, as igrejas, as praças e os caminhos entre os setores norte e sul da ilha.
Ele também permite visualizar a proximidade com a Ilha de Brocoió e a posição de Paquetá dentro da Baía de Guanabara.

🏝️ Outras ilhas próximas de Paquetá
A Ilha de Brocoió fica muito próxima da costa norte de Paquetá e aparece no mapa oficial da APAC. As duas são ilhas distintas, embora integrem o mesmo conjunto geográfico no interior da Baía de Guanabara.
Para complementar a leitura, conheça também outras ilhas da Baía de Guanabara, como a Ilha do Governador, a Ilha Fiscal, Ilha do Fundão, Ilha de Santa Cruz e Ilha do Viana.
❓ Perguntas frequentes sobre a Ilha de Paquetá
Algumas dúvidas práticas e curiosidades complementam o planejamento de quem pretende conhecer a ilha.
É permitido levar bicicleta nas barcas?
Sim, mas o transporte está sujeito à categoria da bicicleta, à disponibilidade de espaço e às regras de segurança. Bicicletas convencionais e determinados modelos elétricos são admitidos, enquanto ciclomotores, scooters e equipamentos autopropelidos incompatíveis estão proibidos.
Animais de estimação podem viajar para Paquetá?
A Barcas Rio permite animais domésticos em todas as linhas e horários, de acordo com a lotação. Eles devem estar em bolsas apropriadas, caixas de transporte ou utilizar focinheira, conforme o caso. Cães-guia não estão sujeitos a essas restrições.
As estações possuem banheiros?
Sim. A estação de Paquetá informa possuir dois banheiros, enquanto a Praça XV dispõe de estrutura sanitária maior. A disponibilidade pode sofrer restrições temporárias por manutenção.
Existem outras árvores protegidas além da Maria Gorda?
Sim. O tombamento estadual de 1967 protege um conjunto de dez árvores em Paquetá, incluindo mangueiras, tamarineiras, uma amendoeira, uma jaqueira, uma algodoeira e o baobá Maria Gorda.
O que os moradores chamam de Campo e Ponte?
Campo é o setor relacionado à antiga área da Fazenda São Roque. Ponte é a denominação associada à região de atracação das barcas. A divisão possui importância cultural e aparece em atividades comunitárias e rivalidades locais.
Paquetá possui um cemitério histórico?
Sim. O cemitério da ilha foi inaugurado no século XIX e recebeu um paisagismo singular associado ao pintor Pedro Bruno. O local abriga ainda um mausoléu dedicado aos mortos da Marinha durante a Revolta da Armada.
É possível pagar a passagem com QR Code?
A Barcas Rio informa a possibilidade de pagamento por QR Code gerado no aplicativo da Riocard Mais. Como sistemas de pagamento podem mudar, confirme as modalidades aceitas antes do embarque.
🌊 Paquetá e sua relação com a Baía de Guanabara
Paquetá ocupa um lugar importante na história da Baía de Guanabara. Sua formação foi influenciada pela navegação, pelas antigas fazendas, pela presença da Corte, pelo transporte regular de barcas e pela transformação das chácaras em áreas residenciais.
A ilha conserva igrejas, árvores, praças, parques e imóveis que ajudam a compreender diferentes momentos do desenvolvimento do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, permanece como bairro vivo, utilizado diariamente por seus moradores.
Conhecer Paquetá com planejamento e respeito permite apreciar sua paisagem sem ignorar a necessidade de preservar a orla, os espaços naturais, o patrimônio cultural e as águas da Baía de Guanabara.



